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{ Tag Archives } literatura

Kassel no invita a la lógica – Enrique Vila-Matas – Editora Seix Barral.

Este livro é uma mistura de ensaio e ficção sobre a participação do autor na Documenta de Kassel em 2012 . Resolvi ler no original, mas tem também traduzido para o português “Não há lugar para a lógica em Kassel” – Editora Cosacnaif

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“O Agressor” Rosário Fusco – Editora Ao Livro Técnico – 2000. Um dos melhores romances escritos em Pindorama: Orson Welles comprou (ou quis comprar, é um assunto polêmico) os direitos de filmagem deste livro. Na década de 60 o romance foi publicado na Itália, pela editora Mondadori… Como um país subdesenvolvido não tem memória, ninguém se lembra mais deste genial escritor…

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HOMENAGEM A ANTÕNIO CÂNDIDO

Quando foi esteve na FLIP de 2011 em Paraty, Antônio Cândido disse que
era o último amigo vivo de Oswald de Andrade… disse também que havia
um editor que injustamente estava esquecido: José de Barros Martins,
meu avô, cuja Livraria Martins Editora, publicou, tanto a primeira
obra de Antônio Cândido, “Brigada Ligeira” (1944) quanto a mais
famosa: “Formação da Literatura Brasileira” (1959)… devido a este
pronuncimento na FLIP, a Revista da Biblioteca Mário de Andrade
publicou em seu número 97, uma matéria sobre o meu avô, na qual
Antônio Cândido contribuiu com um artigo… na verdade além de ser o
último amigo vivo de Oswald de Andrade, ele também era o último amigo
vivo de meu avô…

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paprika

LAS OLAS SON MI VERKLÄRTE NACHT

Não costumo explicar meus títulos, mas este merece uma explicação: é uma homenagem a um livro que estou lendo, no caso “La borra del café” de Mário Benedetti (que ainda não foi traduzido para o português). Aqui vai o trecho que me inspirou

“As vezes fico longos momentos junto ao vendaval. É uma maravilha escutar as ondas. Parecem todas iguais entretanto cada uma traz um som distinto e seguramente também uma mensagem distinta. Pensar que falo três línguas e todavia não entendo as ondas! Quanto nos falta para alfabetizar-mos! Me conformo dizendo que apesar de tudo isto não é tão importante. O som do mar é uma música, e quem pode entender o idioma musical de Brahms, de Bach e de Schoenberg? Eles não compuseram para que nós os entendessemos, mas para que nos os desfrutássemos. As ondas são meu Verklärte Nacht(*)”

( Mario Benedetti – tradução: José Geraldo de Barros Martins )

(*) Verklärte Nacht ( A Noite Transfigurada ) é uma peça de Arnold Schoenberg.

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Sobre livros:

Acabei de ler “Ar de Dylan” de Enrique Vila-Matas, livraço… interessante que tem uma passagem que fala sobre o fim do mundo, assunto tão em voga nestes últimos dias:

“… Débora comentou, e perguntou se eu sabia que o filósofo sueco Swedenborg havia escrito, em fins do século XVIII, que o dia do Juízo Final havia ocorrido em 9 de janeiro de 1757. Eu sabia, respondi. Swedenborg foi o primeiro homem a nos avisar que o Juízo já havia ocorrido, disse ela, é verdade, respondi, também acredito que esse Juízo, de fato, já ocorreu; é curioso como os informativos da televisão, por exemplo jamais levam em conta esse dado, é como se informassem sem saber que, por exemplo a Revolução Francesa aconteceu já faz alguns anos.”

(Enrique Vila-Matas)

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“SOMOS O COLETIVO GERAÇÃO PERGUNTA.
O DIA PARA DESOBEDECER ORDENS.
PASSATEMPO DE NÓS MESMOS.
MISTÉRIOS DE NUNCA ONDE.

SOMOS O RESTO DA VIDA.”

(Suzana Cano)

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“Ir a um coquetel em San Juan significava encontrar tudo o que há de mesquinho e ganancioso na natureza humana. Sua pretensa sociedade não passa de uma horda estonteante e barulhenta de ladrões e vigaristas pretensiosos, um show de horrores entediante repletos de fraudes, palhaços e filisteus com mentalidades mancas.”

(Hunter S. Thompson – Rum: Diário de Um Jornalista Bêbado) – L&PM Pocket –

Neste final de semana li o livro Rum: Diário de Um Jornalista Bêbado – Hunter S. Thompson Rum: Diário de Um Jornalista Bêbado (L&PM Pocket -253 páginas)… fui assistir o filme também: Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) dirigido por Bruce Robson… a adaptação cinematográfica é um desastre: funde dois personagens em um (*), acrescenta várias coisas que não tem no livro (algumas de humor para adolescentes-mentais) e altera o final… achei que o grande ator Johnny Deep, por ter sido amigo pessoal de Hunter Thompson iria interpretar magistralmente e personagem Paul Kemp (um alter-ego do escritor), mas ledo engano, o único personagem que se salva é o fotógrafo Bob Sala interpretado por Michael Rispoli…
Esqueçam o filme e fiquem com o livro: é mais poético, mais divertido e menos estereotipado… e custam o mesmo valor: o ingresso do cinema custou os mesmos dezenove reais da edição de bolso…

(*) No livro o namorado da personagem Chernault é Yeamon, um jornalista maluco, sem dinheiro e valentão, enquanto que o ex-jornalista e jovem empresário Sanderson apresenta tendências homossexuais, no filme estes dois personagens são fundidos em uma única pessoa, o que altera toda a estória… no livro também não existem brigas de galos, apostas, cenas de carro em alta velocidade, etc.

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Estou lendo “Padre Antônio Vieira – Essencial” uma coletânea de textos deste escritor organizada por Afredo Bossi – Penguin Companhia – 752 páginas…É muito interessante como muitos textos de Vieira são atuais, veja por exemplo este pequeno trecho do “Sermão da Sexagésima” proferido em 1655… nele o padre se refere aos sermões proferidos pelos outros padres, que em vez de focar um só assunto ficam a discorrer sobre uma infinidade de coisas e perdem o fio da meada… hoje, mais de três séculos após, as mais diversas mídias agem como os maus pregadores do passado: lançam uma multiplicidade de informações sem se aprofundar em nada a confundir as mentes desta pobre geração boçalizada por esta nova “cultura” superficial e fragmentária… leiam abaixo as palavras proféticas deste gênio da literatura:

“O sermão há-de ter um só assunto e uma só matéria. Por isso Cristo disse que o lavrador do Evangelho não semeara muitos géneros de sementes, senão uma só: Exiit, qui seminat, seminare semen. Semeou uma semente só, e não muitas, porque o sermão há-de ter uma só matéria, e não muitas matérias. Se o lavrador semeara primeiro trigo, e sobre o trigo semeara centeio, e sobre o centeio semeara milho grosso e miúdo, e sobre o milho semeara cevada, que havia de nascer? – Uma mata brava, uma confusão verde. Eis aqui o que acontece aos sermões deste género. Como semeiam tanta variedade, não podem colher coisa certa. Quem semeia misturas, mal pode colher trigo. Se uma nau fizesse um bordo para o norte, outro para o sul, outro para leste, outro para oeste, como poderia fazer viagem? Por isso nos púlpitos se trabalha tanto e se navega tão pouco.”

(Padre Antônio Vieira)

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DEVO DIGERIR TAMBÉM AS PESSOAS QUE NÃO CONSEGUEM ENTENDER MAIS FRASES GRANDES NEM PARÁGRAFOS LONGOS. E SEM SABER PONTUAR UM TEXTO UM RACIOCÍNIO UM BEIJO PERGUNTAM O QUE FAÇO. EM VERDADE SOU PARTE DISSO. DESSE ETERNO JOGO DE CRUZAMENTO VERBAL CÉTICO E ANÁLISE CIENTÍFICA DESILUDIDA. MAS AINDA VAMOS PARA ALGUM LADO, O DE DENTRO, ESPERO.

( Suzana Cano )

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O homem é emissor natural de sons: a voz (a fala e o canto). Mas também os produz com instrumentos: uma pedra, um ferro, batidos contra alguma coisa; os meios de fazer música, a máquina…(o ruído máquina).
A máquina é útil. Não seu ruído, pior se exagera ou não se modera. Freqüentemente, nem se modera, nem se controla, nem se reprime. Produz, em quem o gera, uma euforia de poder (poder agressivo?).

(Antônio Di Benedetto – tradução: Maria Paula Guirgel Ribeiro)

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